As festas dos tabuleiros, que fizeram a fama de Tomar, remontam às festas do Imperador, instituídas por D. Dinis e pela Rainha Santa Isabel, no quadro do culto do Espírito Santo. Têm também a ver com práticas ancestrais de entrega de primícias das colheitas à Deusa Ceres e de celebração da fertilidade da terra.
Repare-se, que Tomar era sede Templária e a Ordem do Templo, sempre foi acusada pela inquisição, de desvios de Doutrina, até ser extinta pelo Papa Clement V, em 1307.
Os símbolos do Espírito Santo, estão bem presentes no alto do tabuleiro que as raparigas transportam no cortejo. No topo, a pomba e a coroa e, de alto a baixo, os pães (aos quais se atribuíam virtudes milagrosas) enfiados em canas. A decoração é feita com flores de papel (tradicionalmente papoilas) e ainda algumas espigas.
Os tabuleiros são transportados à cabeça por raparigas que marcham em duas filas. Elas vestem vestidos brancos com faixas vermelhas e, segundo a tradição, os tabuleiros, deverão ter a altura de quem os transporta e pesam, aproximadamente, quinze quilos.
Este importante evento, que é único no seu género. Só se realiza de quatro em quatro anos devido aos elevados encargos para a autarquia. Este ano realiza-se de quatro a onze de Julho.
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