. mais Catarina Efigénia Sabino Ofémia, nasceu a 13 de Fevereiro de 1928, na aldeia de Baleizão, uma freguesia do Distrito e Concelho de Beja, era filha de José Diogo Baleizão e de Maria Ofémia. Casou em 1946 (18 anos), com António Joaquim do Carmo, mais conhecido por Carmona, que era cantoneiro da antiga Junta Autónoma de Estradas. No dia 19 de Maio de 1954, quando conjuntamente com mais 13 ceifeiras, reivindicava melhores condições salariais e de trabalho, foi violentamente assassinada pelo tenente Carrajola, oficial dos quadros da G.N.R. Esta é a realidade acontecida naquele dia fatídico. Tudo quanto for dito e escrito para além disto, podemos considerar que se trata de um mito, já que há muitas contradições relativamente ao seu estado de graça e á sua filiação partidária. Tudo o que tenho lido á cerca desta tragédia, são muitas as vozes que desmentem, ou colocam algumas dúvidas, relativamente a isto. O médico que executou a autópsia, afirma taxativamente de que Catarina não estava grávida, podemos no entanto admitir que esta afirmação possa ter sido proferida, intencionalmente, com o intuito de proteger o regime de Salazar.
Relativamente á sua filiação partidária, também li vários artigos onde essa versão é totalmente desmentida.
Podemos considerar que talvez aqui tenha havido um aproveitamento político por parte do PCP, como em algumas outras situações conhecidas. Há vários artigos de autores diferentes, em que é desmistificada essa ligação ao Partido Comunista.
O que ficará indelevelmente para a história, é que no dia 19 de Maio de 1954, uma mulher, no auge da sua juventude, foi violentamente assassinada, por um oficial da GNR e que nem a julgamento foi. LAMENTÁVEL